terça-feira, maio 24, 2011

Lavando Roupas Sujas


Coração doente, sorriso decadente enferrujado ao acaso.
Algumas cordas quebradas mas, ainda funciono, meu dono toca meus sentimentos com acordes, sonetos e poesias. Ele me concerta, me faz belo na tragédia. Minha melodia nem sempre boa é bela aos olhos de quem não vê e senti sem ouvir.
Está chovendo, dá pra ouvir as risadas das flores e os gritos constantes de euforia do solo, o vento canta correndo, carregando todas as tristezas, levando embora o que ja era passado e fazia questão de incomodar. Apesar da chuva entrar com força e varrer toda a casa, não quero que fechem a porta nem a janela, ela me faz viva, real, verdadeira.

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